Absorva.

Estacionei na esquina. Foi entrar ali e ver. Você beijava como ninguém; mas era outra pessoa. O som, o tom e a minha cor empalideceram, direcionados a chocar a ojeriza própria. O meu corpo pedia o seu. O meu sonho, não. As verdades se fizeram tão presentes; a minha razão estática, o sentimento também. Você me via, mas só eu lhe enxergava. Beijei-lhe no rosto. Tirei-lhe uma foto. Sorri. Os dentes e o rosto cumpriram uma ordem forçada. O corpo também; já não valia mais nada. O âmago doeu; rasgou-se feito véu num limbo que só existiu pra mim. Sorvi água com quinino e sofrimento. A amargura estava montada. O escarcéu mental estabelecido. Sorri. Não me despedi; Alcancei o carro e tropecei em mim mesmo. Corri atrás de um motivo para chegar em casa. Sumi. Cortina de ilusões.

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