Paara.
Entrou, sentou e esperou começar. Era mágico, uma espécie de timbre que tocava o âmago inexplicavelmente. Ficou de pé; era o começo. Gritou, falou alto e ninguém o ouviu. Na penumbra, era invisível a sua aparência. Tocaram a primeira. Um choque atravessou seu corpo. Cantou a segunda. Beijou. Não sabia quem era. Talvez só o momento. Depois bebeu, dançou, caiu, seguiu em frente e cantou a terceira. Não sabia mais o que faria. A cabeça não pensava em mais nada. O coração não insurgia. Mas de repente apareceu um rosto conhecido. Era a primeira, aos prantos. Na primeira, o desalento. Na segunda, a libido. Na terceira, a embriaguez. Parou de andar. Escorou-se num muro e pôs para fora toda a impureza. No revés, respirou fundo. Caiu em si e atravessou a rua. Não era aquilo mesmo. Não era ninguém.
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