Ele estava lá.
Parado. A espera de alguém. Quem, já não sabia mais. Há alguns minutos,
recebera uma mensagem de um número desconhecido dizendo que se quisesse ser
feliz, deveria ir à praia e esperar por alguém em frente a um toco de madeira
no qual estava amarrado uma blusa
vermelha. Andava tão pra baixo, que foi atrás de tal tronco. Encontrou-o. A
blusa também. E um espelho. Olhava as horas. Faltavam dez minutos pro horário
estipulado pela mensagem. Passaram se os dez minutos - ninguém chegou. Mais dez
minutos - e nada. A ansiedade dava lugar à impaciência. Esta, por sua vez,
acompanhava um frio na barriga. Meia hora de atraso e nada. Pensou ser
enganação. Como pude ser tão tolo e ter
acreditado que era realmente pra mim? Com certeza a pessoa que viria me viu ao
invés da pessoa esperada e foi embora. Inútil pensar essa hora. Sentou-se e
ficou admirando o mar. Uma dádiva. Aquelas ondas que vêm e vão. Aproveitou a
oportunidade, jogou os shorts e a regata e com isso, se jogou. Lavou a alma.
Deixou que aquela água concentrada tirasse tudo o que havia acontecido. Tudo.
Até sua atenção tinha sido tirada. Ao vestir-se, encarou o espelho. E
compreendeu. Nele, a imagem de quem o faria feliz. Voltou pra casa. Com um
sorriso maior do que se espera de um encontro mal sucedido.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirE Mini-me, mto bom ! RAF
ResponderExcluir