Mil e Nenhuma

É como ter os conjuntos do 'Todo' e do 'Vazio' juntos, ocupando o mesmo espaço sem direito a promessas e acasos. São tantas, mas não é nenhuma. A única que é, some. Como o vento empurra a chuva em uma tempestade, esta arremessa o que está óbvio. Quanto mais tenta correr, mais tropeça nas verdades. Mentiras falsas se desfragmentam nitidamente em frente as suas pupilas, mas sua mente tende a não sorvê-las, transformando-te de frágil criatura a habilidosa e esguia. Sabes o que queres, mas não consegues expressar. Sinceramente, não quer . Não consegue causar a ira, pois a aparência dócil engana. Engana bem. Muito bem. A ingenuidade aparente disfarça todo e qualquer réles devaneio que sabes tramar. Mas ela sabe. E trança toda sua vida cuidadosamente. Eis que surge uma traça, das mais imprestáveis e corrosivas. As linhas da vida se entrelaçam e não sabes como fazer para desembaraçar o nó. O nó que se forma em sua cabeça, já nem sabia que existia. E existe. Por causa disso e daquilo. E ela sabe o nome, mas teima em insistir o anônimato. Resta à tão desprezível traça esperar sentada, para ser exterminada ou adotada. Um sim ou não tanto faz. O que importa é a solução dada. E não deixe a repugnante causa desse embaraço só. Pois a machuca. E dói. Como dói.

Um comentário:

  1. "As linhas da vida se entrelaçam e não sabes como fazer para desembaraçar o nó."
    tenha paciência! eis o conselho de uma boa anciã. hahah

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