Cobradora.

Descompassado. Não entendera porque os prédios eram tão inclinados. O que te tornara tão inseguro? Um olhar é desviado. Queria que as edificações caíssem; colidissem de alguma forma. Um coletivo o salvaria? A avenida é o extermínio do homem-causa dos grandes desabamentos. Saiba que você não é o único num engodo iludido. O ônibus era um escape e um atraso, ao mesmo tempo. De um lugar para o outro. Rumo certo. Projétil decidido. Sentiu falta de si. Você não era tão emocional. Um almoço é bala; mas não estava na hora. Era o momento de parar. De decidir se ali ia ficar. A felicidade era um prato que se comera frio embora o almoço hoje sejam apenas negócios. Talvez fosse melhor andar por ali, ou então dependurar-se nos seguradores do coletivo. Mas uma refeição importante não vai acontecer. Não assim tão colérico. Estômago doendo. Você olha pra baixo, vê um sinal e não se entende. Os transeuntes esbarram-se. Pra quê trocar o sim pelo não? Despeça dos argumentos. O terminal é como comida radioativa. Os sentimentos, no fim, duram mais que uma meia-vida. A avenida diz "termine".

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