Aquecido.
É muito fácil dormir. Resolver não pensar em nada. Estar entregue; solícito ao inconsciente. Mas e todos os seus projetos? Não vai mais sentar para escrever? De onde vem a calma para suportar-se. Você não sabe. Talvez o medo de não ser mais o primeiro o consolasse. Vice posição seria um suicídio. Abriu uma pasta de arquivo e derramou-se em todas as suas palavras. Organizou-as ordenadas numa coesiva hipótese de um brilho único. Mas não era só fechar a pasta. A partir de agora, todas as idéias resultantes são grandes apelos. Pior. Fez-lhe ver através das portas. Revelando a seqüência inteira. Partir dali talvez não seria um erro. O revés seria fechar os olhos. Eis então o homem que não mais pisca. Os punhos comprometidos, as pernas inquietas. Eram tantas portas, tantos caminhos. Todos os objetivos refletidos num espelho que atravessa projeções. Era acabar ou acabar-se. Pregueado. Não é mais você; apenas uma força de vontade. Olhou o sol a nascer e quis desejar um boa noite. Olhou para si mesmo e concluiu-se, de qualquer forma. Sem fome, com sede. O café é adoçado para agüentar-se. A vigília não fora a primeira. O copo de café, inconteste. Os olhos entreabertos sonham ainda acordados. Era hora de ser o primeiro. Sem acordos, cessou. Era mais fácil trocar noite por dia. Era mais fácil que abandonar tudo e viver em paz. Capaz que negar-se seria o próximo passo. Sujeito inválido. Era voar dali para impressionar. Sem conserto.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário