O tempo passava. Ela
estava lá, parada. Esperando. Já até esqueceu-se de quem era. Sabia o nome, a
importância, a fisionomia. Mas já não o identificava mais. Quando ressaltou que
o intercâmbio era de apenas um ano, fez questão de dizer que nada iria mudar,
que quando voltasse continuariam juntos. Mas mudou. Não era mais tão atencioso.
Carinhoso. Não falava mais nada amoroso. O tom da voz mudara. Conseguia, com
muito esforço, lançar um "amor" quando aparentava esquecer o nome da talvez amada. E assim tudo se amornou. O
sentimento repousou, e por mais que tentassem acordá-lo, estava derrubado. Sem
chance. A esperança ficava quietinha no canto dela. Não se expressava – e talvez
assim, definhava. Mas resistia bravamente, não entregava os pontos. Para ela
não restava alternativa. Estava presa naquele mundo caótico e não havia outros
reinos para explorar. Bem no fundo, sabia que estava bem, e um dia, melhoraria.
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