Saudade de te procurar. Em cada esquina, lá estava eu. O que
tentava mesmo era me equilibrar no meio fio da avenida. Se esguiando por entre
os carros. Procurei nos cantos mais obscuros e obséquios que existiam. E nada.
Desisti. Um dia, uma borboleta virá e sentará. Equilíbrio harmonioso. Daqui a tantos anos. Tudo sempre tão adiável.
Nunca procure meu caro. Nunca. As
coisas te acham quando querem, e as pessoas, o mesmo. Tudo é passível de uma
explicação, mas não a busque. As necessárias se revelam. Você estava ali. Revelou-se
a mim. Cânfora queimando. Ardência inigualável. Pulsação. Mistura melancólica.
Ninguém sabe explicar, nem você mesmo. Você sabe o quanto é pra ti. Sempre soube.
Desabafo mais que concreto. O feeling muda. As expressões também. Resta a
maldita esperança. Maldita, sim. Não deveria de estar ali. Tudo tão cretino.
Ela quer mais que tudo, e eu, não. Você não quer. Não pedi pra ela existir. Mas
agradeci por você existir. Proveito mais que esperado. Digressão finita. Ao se
revelar, não percebi. Fiquei inerte. A inércia me levou a imobilizar as ações.
Uma palavra. Sábio seria o gesto. Inculto. Incerteza ainda garantida.
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