Asco.
Igual a mim. Era olhar para as pessoas e tentar descobrir-se. Um obséquio era tentar redimir-se de algo que não existia. E a vontade estava ali. Deitada. O passado era um arremedo de todos os socos e pontapés inexistentes. Os pés o levaram à esquina mais próxima. Voltar ali era assistir tudo de novo. E crer que enfim existiu. Sem ter medo. O que pode mais lhe acontecer? De todas as vidas, qual mais lhe impressionava? Todo esse dinheiro do capital perverso. Toda essa malícia que no fim não lhe serviu. E o problema foi não mais encontrar-se. Daí todo mundo sabe; é aquela ciranda que não existem dois à rodar. Eis um homem que deparou-se sem imagem ou semelhança. O reflexo te fez sair dali. Por um instante um instinto valia à pena? E crer que tudo existiu? Onde estão as provas, afinal? Por meias palavras você pos tudo a ganhar. Agora era sentar na calçada e esperar a próxima oportunidade. Um meio fio é testemunha incrédula da paciência. Onde é que você se meteu? Não disse? Que nem a mim. Igualzinho a mim. Sem preço ou carimbo, você cometeu. Sem meias palavras, você não entendeu.
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