Sopro.

Hora do almoço é perambular. A penumbra diurna do céu se faz ideal; especialmente quando não se quer incômodo. Parecia a vida lhe devolvendo liberdades. Quem sabe era hora de acordar. Viver um sonho. A vida tecnicista é o extermínio de um cérebro afoito. Corrosão. As vezes é mais fácil escapar. Aonde estaria o consumo inerente? Você não se lembra. As compulsões ainda são as mesmas. Parecia a vida lhe pregando peças. Era esvaziar a carteira. Queria um elevador. Uma cortina de água. Um pupilo para contar as enormes peripécias da humanidade. Mas o que cabia dentro de si? Toda a sapiência era eruditamente mascarada. Esse dia é perfeito. Você torna a andar com uma vontade descabida. E pensar que sempre foi assim. Instável. Parecia a vida lhe dizendo. Os pingos nos jotas são um critério à sua maneira. Mas o sinal soa. O corpo treme. A rotina prossegue. Alguém manda avisar-lhe que é apenas mais um dia. Os coletivos eram os braços e pernas numa só finalidade. Acha que a vida já lhe fez tudo? Engano. Quiçá a hora de pensar no que sente.

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