Santuário


 Mar de problemas. Perdeu-se no ponto. Perdeu o ponto. Em algum momento as fórmulas não faziam mais sentido. O bar era bem mais que um refúgio. Lugar único. Mas nada de alcoolismo. Não acompanhara. Festas e foras. Festas e conquista. A última pensava ser a solução. Desde que esquecera a incógnita primária prometeu a si mesmo que esqueceria o suprafraternal. Pois bem, cá está ele, novamente pensando em amores. Ou em um sentimento que ele não sabe definir (Amor?). Mas que estava sendo bom estava. Pensou em todos os santos para lhe ajudar. Santo Antônio...Santo Antônio não, é cedo pra pensar em relacionamento seríssimo. Santo Expedito...Santo Expedito não, sabia que o amor num era uma causa impossível. São Carlos...taí, São Carlos. Sabia que era santo, mas não santo "de quê". Descobriu que era da fundação de seminários. Pois bem, já não servia mais. Cansado, desistiu de santificar, pois amor suprafraternal é coisa dos homens. Finalmente pegou um livro. Voltou-se às fórmulas. Bregamente lembrou-se de Matemática de amar. Risos abafados. Náusea conjunta.  Mesmo que disfarçado pensava muito nela. Como causa e solução. Realmente não via explicação na atração. Mas que gostava, gostava. Queria resumir tudo, mas preferia deixar expandido. Se o coração bater forte e arder... e o dele ardia, batia, ritmado, desritmado, compulsivo, tranquilo, misturado, jogado, largado, acompanhado. Cansado. ...Feliz.

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