Laudo.
Um por um. Os pares juntos desfilam sincronizados em passos dados. Os corações entrelaçam-se numa espécie de sinfonia que eu não sei decifrar. Do outro lado da rua numa calçada larga existe um similar humanóide não pareado que pode ser eu. No fim do acostamento existe um dilúvio de sentidos que podem ser os meus. Diante da esquina está uma pessoa adorável e singular que pode ser você. De onde se admira, não se pode conter as vontades para sempre. E o contrair visceral, quem sabe, seja um começo. E de onde vem o tormento, o vigor, o calor escaldantemente quente e o andar descompassado é o imbróglio a ser decifrado quando eu lhe disser um oi. No mais tardar, debaixo do mesmo ponto de ônibus, às 17:30, numa multidão afoita, eu talvez lhe reveja numa nuvem de movimentos casuais que lhe distraiam enquanto eu tento expelir as idéias. E depois de todas as tentativas, de agir e conter-se, de sentar-se ao meio fio com os pés no asfalto, de esperar pelo outro dia na parada de ônibus, hei de partir perante a vontade de não sucumbir; e tentar com outro alguém alguma sinonímia dos adjetivos que me envolviam a você. De todo mal, me livrar; é fugir de si para enganar-se numa estratégia não compatível com a vida. Achar-se era necessário. Dentro de um coletivo moderno, um ser humano grita murmurios uníssonos incluso na multidão estática. Dentro de um cenário imaginário, uma situação lhe induz ao erro. Dentro de uma nova situação, uma catarse.
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