Com você. Sozinho.
Com você, e sozinho. Em pensamento. Corporal. Você sabe me querer. Eu sei que
te quero. Em tudo nos apoiamos, mas você não me afirma. Não se firma. Não me
mostra. Foge. Desliza. Escapa pelos meus dedos, mas te prendo no peito. Linda,
sem defeitos. A meu ver. Igual. Diferente. Curto e longo. Cultivo sem medo.
Receoso. Bastava tu adular tiquinho meu. Adular-te sem retorno é intragável. Só
um tiquinho e tu aí, com esse sorriso impenetrável. Teu charme me mata. Tua
indecisão me mata. Nos mata. A cada dia que não me quer, te quero menos. Quero-te
mais. Inconstância inconsistente. Saudades suas. Um vai e vêm que não nos
mantém. E me olha. Desejo-te. Que juntos, num segundo a mais desse olhar se faz
um sonho, que acordado é muito mais do que dormindo. Ao dormir, ainda te vejo.
Cada vez mais perto. Lábios selados. Corpos grudados. Sem fusões precoces.
Juntos. Vidrados. Será possível?
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